segunda-feira, 15 de abril de 2013

Viena, Áustria - Entre príncipes e princesas




Austria - No Kangaroos (para os que sempre confudem!rsrs)


Viena, capital da Áustria, foi para onde partimos após nos despedirmos da clássica Praga e da Dani que voltou para o Brasil. Era o sonho da Chris conhecer a cidade dos príncipes e princesas, castelos e palácios e carruagens. Mas tenho que confessar a vocês que eu tive um pouco de decepção com a cidade. Acredito que a minha decepção se justifica pela estação. O inverno deixou a cidade toda branca e triste. Aqueles lindos e imensos jardins coloridos e floridos das fotos é só neve nessa época do ano, e esses são os principais atrativos da cidade. Meu conselho: se você morre de vontade conhecer Viena, programe-se para ir no verão, primavera ou antes que a neve comece a cair. Aposto que será um grande passeio.

Apesar dos jardins sem flores e de a cidade parecer uma cidade fantasma, valeu muito a pena ir conhecer Viena. É uma cidade rica em história, terra de Freud e da música clássica.

Chegamos a cidade de ônibus e – o melhor de tudo – nosso hostel era atrás da rodoviária. Saímos do ônibus e já estávamos em casa. Foi um alivio não ter que andar com malas pesadas. Infelizmente não lembro qual o nome do hostel para indicar para vocês =( 

Chegamos por volta de 12h, deixamos nossa mala e, ansiosos por conhecer a cidade, já saímos turistando.

Viena esteve por muitos anos para a música assim como Hollywood está para o cinema. Nos séculos XVII e XVIII, todo músico passava obrigatoriamente por Viena, onde a aprovação do público era garantia de sucesso em qualquer lugar. Entre os principais músicos estão Beethoven, Mozart, Salieri, Gluck e Haydn.

Primeiro dia em Viena


O primeiro ponto turístico pelo qual passamos foi o Museumsquartier, é uma espécie de bairros de museus, onde estão o Leopold Museum, o Museu de Arte Moderna, o Centro de Arquitetura de Viena, o Architekturzentrum, e o Kunsthalle. Ao lado está o Teatro Volkstheater, uma grande obra arquitetônica que exibem ótimos espetáculos.

Seguimos para o Parlamento. Construído entre 1873 e 1883, o edifício é encantador e oponente. A entrada do prédio lembra um templo grego em suas 8 colunas. Atualmente, o parlamento é a sede do Conselho Federal (o Bundesrat) e da Assembléia Nacional. Na sua frente, encontra-se a estátua de Palas Atena, a deusa da sabedoria, rodeada de figuras da legislação, da administração e de deuses simbolizando os rios Danúbio, Elba e Moldávia.

Parlamento Austríaco


Mais a frente se encontra a Câmara e o Parque Municipal. No dia em que passeamos por lá, estava tendo um evento. No lago congelado do Parque Municipal, pessoas patinavam alegremente enquanto uma música animada embalava a diversão. Foi uma sensação incrível estar no meio de toda aquela alegria. Nos sentimos em um filme da Sessão da Tarde.



Próximo a Câmara, se encontra a Igreja Votiva. Essa igreja de estilo neogótico foi construída em agradecimento pela salvação do imperador de um atentado.

Já estava escurecendo e nossos amigos estavam chegando de Munique, então, decidimos voltar para o hostel. No caminho de volta, passeamos pelo Parque Volksgarten ou Parque do Povo que é em frente ao Parlamento.

Havia muita, mas muita neve, provavelmente chegando a 10 cm de profundidade. Infelizmente não havia as belas rosas e arbustos das fotos.

Neve no Parque Volksgarten


Dentro do Parque se encontra o Templo de Teseu, um construção estilo grega e o Monumento a Imperatriz Elizabeth.


Templo de Teseu no Parque Volksgarten

Próximo ao Volksgarten está o Burgtheater no estilo Alto Renascimento italiano, considerado um dos principais teatros de língua alemã.

Voltamos ao hostel e encontramos nossos amigos.

Segundo dia em Viena


No segundo dia, na companhia de Marcelly, Kaká, Samantha e Ronner, nossos amigos que vieram de Munique, iniciamos nosso passeio pelo Museu Albertina, dedicado a preservação e divulgação de uma das mais importantes coleção de arte gráfica do mundo. Caminhamos por um enorme jardim que agora não sei mais qual é, mas tem um monumento dedicado a Mozart. Inicialmente achamos que fosse o túmulo dele, mas descobrimos que o túmulo fica no cemitério (que infelizmente não deu tempo de ir conhecer) e que mesmo assim é apenas um monumento, pois não se sabe ao certo onde ele foi enterrado. Historiadores dizem que ele foi sepultado com outras dúzias de cadáveres como indigente.

Nossos amigos e a escultura em homenagem a Mozart


Chegamos a Catedral de Santo Estêvão (Stephansdom). Feita no estilo gótico, com uma torre de 137 m, chamada de forma carinhosa de Steffl pelos vienenses. É o símbolo da cidade de Viena. Tem um belo telhado, um dos cartões postais da cidade. Na inacabada torre da Águias ou Torre Norte, 60 m de altura, existe um sino chamado Pummerin que é considerado um dos maiores do mundo. Ele toca em toda passagem de ano.

Catedral de Santo Estêvão


Seguimos em direção ao Parque Prater para conhecer a Roda Gigante que é outro símbolo de Viena, com seus vagões vermelhos. No parque há várias atrações como montanha-russa, carrossel, balanços, barraca de tiro etc. Mas no dia da nossa visita estava tudo vazio. Parecia esses parques fantasmas do desenho do Scooby doo.

Roda Gigante do Parque Prater


Após atravessar o parque e nos perdermos, fomos verificar se o rio Danúbio é realmente azul como disse o poeta. Qual foi a nossa surpresa ao chegar e encontrar o imenso Danúbio todo congelado. Era um pouco assustador ver aqueles navios enormes engastalhados no gelo do rio.

Rio Danúbio congelado


A intenção era atravessar a ponte para ir ao outro lado do Danúbio, onde fica o prédio da ONU, mas o frio estava insuportável e acabamos desistindo. Voltando para o hostel, paramos para comer um dos deliciosos bolos de chocolate da cidade. Também passamos pela Catedral de São Carlos.

Terceiro dia em Viena


No terceiro dia, nossos amigos partiram e nós voltamos para a Catedral de São Carlos para vê-la de dia. Ela é uma construção interessante, com estilos de várias épocas e minaretes na frente, como nas mesquitas.

Próximo da Catedral de São Carlos fica o Palácio de Belvedere que também não fomos conhecer, mas indico que você coloque em seu roteiro. O lugar é fomoso e muito bem recomendado.


Catedral de São Carlos


Fomos visitar o Palácio de Schonbrunn, que guarda uma linda história de amor e tragédia. Quando falamos do Palácio de Schonbrunn, nos remetemos ao tempo do Imperador Francisco José e da Imperatriz Elizabeth, “sissi”, que foi assassinada em Genebra por um anarquista italiano em 1898. Ela era amada pelo povo e rejeitada pela corte por ser de origem bávara.

Palácio Schonbrunn


Depois seguimos para a Casa deFreud, o pai da psicanálise. Não chegamos a entrar no museu por dois motivos: estávamos tentando economizar e nos falaram que não valia a pena, que era apenas uma casa normal com os pertences de Freud. Quem for muito fã de Freud, deve ser emocionante estar no lugar onde ele escreveu todas as suas teorias, ver os seus manuscritos e fotos de família. Mas, como estávamos com pouco dinheiro, essa visita ficou para a próxima.

O que mais se vê pela cidade são as carruagens, nas quais você pode pagar para dar uma volta com muito glamour.

Se você for a Viena, não pode deixar de visitar as tradicionais cafeterias, os chamados Heurigen. A cafeteria mais famosa é a Café Central, freqüentada pelos ilustres Freud e o escritor tcheco Kafka. Também passaram por lá Hitler e Stalin. Coloque também na sua lista o Landtmann, que foi o favorito de Freud.

E foi assim que fechamos nossa visita a Viena. Daqui, partimos para a Hungria. Nos encontramos lá.

segunda-feira, 25 de março de 2013

A Clássica Praga – República Tcheca


Vista mais famosa de Praga


Agora é a vez de Praga. Mas antes, quero começar esse post pedindo desculpas por ter ficado tanto tempo sem postar. Mas a correria da faculdade, estágio e, principalmente, da monografia me impediu de manter este blog atualizado. Agora, com a monografia encaminhada, estou com um tempo a mais para continuar a contar para você sobre a nossa louca Eurotrip.

Bom, depois da viagem mais doida da minha vida em Amsterdam, seguimos rumo a Praga, na República Tcheca. Compramos nossas passagens pela Rail Europe por 69,00 euros cada.  São 15 horas de viagem de Amsterdam até Praga. Para quem estiver com mais tempo e dinheiro que a gente, é interessante parar em Berlim e de lá seguir para Praga, porque esse trem passa dentro de Berlim. Mas, infelizmente, tivemos que excluir Berlim do roteiro e seguir direto.

Saímos de Amsterdam às 19h. Entramos no trem e ficamos completamente perdidas. Era a primeira vez que andávamos de trem. Conseguimos encontrar a cabine da Chris. Era uma cabine com seis camas: duas beliches de três camas muito juntas. Assustamos um pouco e até reclamamos que queríamos a cabine igual a do filme Harry Potter, não essa com camas. Mas ao deitarmos ficamos muito felizes e confortáveis. Logo, chega o fiscal olhando nossas passagens e viu que somente a Chris era daquela cabine. O fiscal levou eu e Dani até as nossas cabines que eram exatamente iguais a do Harry Potter – sem camas! Após algumas horas de viagem vimos como faz falta uma cama.

Cabine com camas 

Bem, no nosso trem as paradas não eram avisadas. Então, pedimos a um canadense que estava na cabine da Chris para avisá-la quando chegássemos a Praga. E eu coloquei o despertador para 9h30, o horário previsto para nossa chegada. Se perdêssemos a parada, só iríamos descer em Moscou!!! Ficamos um pouco com medo, principalmente pelas notícias que na Rússia o frio estava chegando a -50ºC.

Pois bem, dormi. E às 7h30 da manhã um sinal muito barulhento me acordou. Era o sinal do café da manhã. Logo, a Chris bate na porta da minha cabine falando que havíamos chegado a Praga, para descermos logo. Assustei, porque de acordo com a passagem só chegaríamos às 9h30. Mas confiei e descemos. Um frio imenso, uma branquidão. Era muita neve caindo. A primeira vez que víamos neve cair. E ninguém mais desceu do trem, somente nós três. E o trem partiu. Nisso, demos conta que havíamos descido no lugar errado. Tentamos falar com alguém, mas ninguém falava inglês. E o pânico foi tomando conta da gente. Fomos nos informar no guichê e demorou muito tempo até achar alguém que falasse inglês. Quando enfim conseguimos, descobrimos que estávamos a 100 km de Praga e era necessário pegar mais dois trens para chegarmos lá. Fomos comprar as passagens e outro susto. A funcionária avisa que daria 300. Não tínhamos esse dinheiro e entramos em pânico novamente. Por fim descobrimos que eram 300 coroas tchecas, o que corresponde a 13 euros. A felicidade nos invadiu novamente. E enfim seguimos viagem para Praga.

Primeiro dia em Praga


Fizemos reservas no Chili Hostel. É um bom hostel para quem procura por preços acessíveis. Pagamos 12 euros a diária. Eu recomendo. Depois de deixarmos as coisas lá, fomos buscar nossa amiga Thamara na rodoviária que estava chegando de eurolines e fizemos um passeio pela cidade, reconhecimento de território. À noite, combinamos de encontrar amigos nossos que estavam de passagem. A cidade estava um deserto. O frio tinha inibido as pessoas de saírem às ruas. Acabamos entrando em um dos poucos pubs que se encontrava aberto. Foi uma noite de amigos e histórias das aventuras que já havíamos vivido até ali.

Pub em Praga

Segundo dia em Praga


No segundo dia, fizemos um passeio com o guia turístico do hostel e foi muito proveitoso. Ficamos conhecendo a bela história dos lugares de Praga que vou contar agora. É um bom roteiro para você seguir quando for a Praga.

Nossa primeira parada foi na Praça da Cidade Velha. A praça é o centro histórico de Praga. Inclui numerosos edifícios e monumentos históricos, notadamente o famoso Relógio Astronômico (Orloj), a Igreja Týn de estilo gótico puro, e o monumento Jan Hus.

O Relógio Astronômico registra com precisão a hora certa na cidade desde 1410.  Cada hora a caveirinha magricela puxa a corda e bustos dos Apóstolos desfilam no alto da torre. Contrariamente ao que muitos podem pensar, esse relógio foi pensado não para informar as horas, mas sim para imitar as supostas órbitas do Sol e da Lua em redor da Terra.

Relógio Astronômico


A Igreja de Nossa Senhora de Tyn possui torres com 80 metros de altura que são coroadas, por sua vez, com quatro torres pequenas. A igreja é protagonista dos olhares, que abençoa a cidade com os seus magníficos campanários. Estes são ainda mais impressionantes à noite quando estão misteriosamente iluminados.

Igreja da Nossa Senhora de Tyn

Quase no meio da Praça de Cidade Velha, ergue-se o monumento a Jan Huss, herói e reformador tcheco e que acusado de heresia foi queimado vivo em 1415. A figura predominante de Huss realça a autoridade moral de um homem que desistiu da vida, mas que nunca, mas nunca desistiu das suas crenças.

Jan Huss

 Na praça também temos a Igreja de São Nicolau, uma das mais famosas da cidade e a Casa Storch que está decorada com pinturas que mostram São Wenceslau a cavalo.

Casa Storch

 De lá seguimos para o Teatro Estate, neoclássico onde a ópera de Mozart Don Giovanni foi realizada pela primeira vez. Também passamos pela estátua de Kafka, um dos mais famosos escritores tchecos de ficção .

Por fim, fechamos o passeio na Charles Bridge ou Ponte Carlos Karluv Most. Essa obra gótica com 520 metros de extensão teve sua construção iniciada em 1357, por ordem de Carlos IV, e hoje é um dos símbolos de Praga, ligando as duas partes da cidade por sobre o rio Vltava. Uma simpática lenda conta que clara de ovo foi misturada na massa usada para construir a Ponte Charles para torná-la mais resistente.

Desde 1950, é proibido o tráfego de veículos sobre a ponte, que se transformou em um calçadão movimentado. Dos dois lados da ponte há réplicas de estátuas góticas e barrocas com imagens de santos católicos. Em cada uma das extremidades da ponte há torres de onde se pode vislumbrar o colorido dos telhados e as centenas de agulhas das igrejas de Praga.

Estátua de São João Nepomuceno na Charles Brigde

Uma das mais famosas estátuas é a de São João Nepomuceno. João Nepomuceno trabalhava como pároco em Praga e era querido por todos. Acontece que o rei Venceslau andava com a pulga atrás da orelha em relação a sua amantíssima esposa Joana. E, sabendo que ela confessava com João Nepomuceno, resolveu perguntar ao pré-santo o que Joana havia confessado. O Padre, porém, recusou-se a contar ao rei o que havia ouvido. O rei, por fim, perdeu a paciência. Mandou queimá-lo, arrastá-lo com uma carruagem e jogá-lo no rio Moldava do alto da ponte de pedra. No lugar em que caiu no rio, surgiram cinco estrelas brilhantes. Por isso que toda imagem de São João Nepomuceno tem uma auréola de cinco estrelas. Depois disso, São João Nepomuceno tornou-se o guardião das pontes. Diz a lenda que se você for a Praga e colocar a mão na imagem de São João Nepomuceno sendo jogado ao rio significa que você voltará outras vezes à bela cidade.

À noite, ficamos pelo hostel mesmo bebendo um bom vinho. Para quem curte uma balada, a danceteria Karlovy Lazne é a mais famosa da cidade. Ela fica bem próxima a Charles Brigde e ocupa quatro andares de um prédio. Em cada um dos andares, a danceteria se reinventa, com um estilo completamente diferente do de baixo, variando do hip-hop ao electro. Não saímos de casa nesse dia porque estava extremamente frio, chegando a -21ºC.

Terceiro dia em Praga


No terceiro dia fomos conhecer o maior castelo antigo do mundo, de acordo com o Guinness WorldRecords, que se eleva acima da cidade. Oferece belas vistas. Ao contrário de outros castelos europeus, construídos como destino de férias e descanso dos aristocratas e nobres, o de Praga sempre foi, desde o século IX, um lugar de poder. Você também pode assistir a Guarda Presidencial, e a troca da guarda de plantão.

Guarda do Castelo de Praga

Também no local está a Catedral de São Vito, com sua torre de vigia. A entrada para a Catedral de São Vito é livre. Uma visita a Catedral é uma viagem de mil anos de história. No seu interior está a Capela de S. Venceslau ricamente decorada com pedras preciosas. Símbolo da cidade, a Catedral de S. Vito começou a ser construída em 1344 e foi concluída durante o séc. XIX e XX. Alberga ainda as jóias da Coroa Checa e o Túmulo do Rei Venceslau.

Catedral de São Vito dentro do Castelo de Praga

Do castelo é possível ver os belos telhados vermelhos do Bairro Pequeno. No inverno, a vista é de neves brancas cobrindo os telhados do bairro.

Quarto dia em Praga


Fomos conhecer o muro de John Lennon. Um belo muro com pinturas referentes ao cantor. E aproveitamos para passear pelo outro lado da cidade, atravessando a ponte, conhecida como a cidade pequena.

Muro de John Lennon

Voltamos e fomos mais uma vez a cidade antiga e estava começando o Carnaval da cidade, com bandas de músicas, muito colorido e muita fantasia.


Também experimentamos o famoso pão doce Trdlo, que você encontra em barraquinhas de madeira, bem típicas, em todas as esquinas da cidade. O Trdlo é uma massa de pão dourada misturada com açúcar e canela.

Pão Doce Trdlo


No dia seguinte cedo, seguimos de eurolines para Viena, capital da Áustria

terça-feira, 19 de junho de 2012

I Amsterdam! - Holanda




Amsterdam foi nossa próxima para após uma noite e um dia passeando por Bruxelas. Quando se vai viajar, sempre tem aquelas cidades que você fala que não volta sem antes ir visitar. As cidades que eu não iria voltar para o Brasil sem antes conhecer eram Paris (que foi o primeiro destino entre elas), Budapeste e Amsterdam. E lá fui eu para uma das minhas prioridades.

Para ir de Bruxelas à Amsterdam, fomos de Eurolines e pagamos somente 9,00 euros pela passagem. São aproximadamente quatro horas de viagem. O bom de se viajar de ônibus é que eles sempre te deixam no centro das cidades. Chegamos em Amsterdam a noite, achamos o hostel e fomos dormi cansadas. Ficamos no hostel Centraal que eu recomendo. A localização é boa, o staff simpático, é limpinho e foi 14,00 euros por pessoa.

As boas vindas do nosso hostel


Amsterdam é quase uma Veneza. Você irá cansar de atravessar pontes. A cidade é linda. Parece até uma maquete de tão perfeitinho que é tudo. E você irá se encantar com as pessoas andando de bicicleta para lá e para cá. É mais fácil você ser atropelado por uma bike do que por um carro. Achei super romântico isso. No primeiro dia, fomos passear pela cidade. Como a cidade é pequena, dá para fazer tudo a pé. O que não falta lá é Museu. Mas é um Museu mais bizarro que o outro. Museu da tortura, Museu do Sexo e por aí vai. A cidade respira sexo e maconha. Em todas as lojinhas de souvenir tem algo relacionado a esses assuntos. É engraçado porque crianças entram nessas lojas. E tem ursinhos de pelúcia com pênis, pênis aleatório, mulheres peladas, pirulito de maconha, um Bob Marley aqui, um chá de cogumelo ali, tudo sendo vendido como a coisa mais natural do mundo.



Como estava muito, mas muito frio, chegando ao ponto de você ter a sensação que os seus dedos das mãos e dos pés irão cair a qualquer momento, compramos garrafas de vinho para nos esquentar. Turistar em lugares onde a temperatura está abaixo de zero, resumi-se em caminhar cinco minutos e entrar em uma loja de souvenir para se aquecer por uns 10 minutos. Caminhar mais cinco minutos e outra loja de souvenir por mais 10 minutos. Foi assim que sobrevivemos como turistas em temperaturas que ficavam entre -12 e -17. E, claro, o vinho ajudou muito também.

HEINEKEN


Não é a Heineken Experience! Essa foto é da loja da Heineken em que pegamos um brinde.


Já um pouco alegres devido ao vinho, seguimos para o primeiro ponto turístico, a Heineken Experience. No caminho, durante uma das paradas para esquentar, visitamos o Hard Rock Café de Amsterdam que deixou um pouco a desejar.

Na Heineken Experience, além de você saber a história da fabricação da cerveja e da própria marca da Heineken, há vários bares ao longo do percurso e atrações como a possibilidade de gravar um videoclipe com uma música folclórica das antigas do interior da Holanda, para mandar para os amigos pela internet. Dá ainda para tirar fotos e enviar na hora, para tocar nos cereais utilizados na fabricação da cerveja, para sentar numas cadeiras que são meio que uns simuladores que se mexem de acordo com o vídeo que se está vendo, e por aí vai. E você tem direito à três chopps no gosto do freguês. São 10,00 euros para entrar. Infelizmente, optamos por não entrar, mas dizem que fale muito a pena, é um dinheiro bem empregado.

Ficamos na lojinha externa da Heineken e fizemos amizade com um monte de brasileiros. Acho que somos o país que mais viaja pela Europa, porque em todo lugar que se vá, encontra-se um brasileiro.

RED LIGHT DISTRICT


De lá, seguimos para outra loja da Heineken na qual tínhamos direito a um brinde. Fizemos uma parada para comer e fomos conhecer a famosa Red Light District. Para quem nunca ouviu falar, é uma rua onde as prostitutas ficam expostas em vitrines, somente de lingerie e, às vezes, somente de calcinha, seduzindo os clientes para entrar. Se algum cliente entra, elas fecham a cortina da vitrine. Não pense que porque você é mulher vai escapar da dança da sedução delas não. Elas tentam conquistar todo mundo. Estávamos num grupo de quatro mulheres e muitas das prostitutas nos chamaram para dentro. Dizem que o programa custa em torno de 50,00 euros, mas só dura 20 minutos. Não se pode tirar fotos. Elas ficam realmente irritadas com isso. Há todo tipo de mulheres expostas nas vitrines. Há mulheres realmente deslumbrantes, como há senhoras de idade, grávidas, gordas etc. Todo o tipo mesmo, para todos os gostos.

COFFEE SHOP


Próximo a Red Light District encontram-se os famosos Coffee shops. Coffee shops são bares onde se pode consumir drogas em pequenas quantidades. Lá são vendidos os famosos bolinhos de raxixe. Não resistimos a tentação e fomos experimentar um. Custam em média 6,00 euros cada. Fique esperto para não entrar em qualquer coffee shop, porque alguns vendem bolinhos falsificados ou de baixa qualidade. O coffee shop mais famoso é o Bulldog

Esses bolinhos têm o gosto bem parecido com um bolinho de chocolate comum, mas não se engane. Como ele demora a fazer efeito (em média de 20 à 50 minutos), a pessoa acaba exagerando e comendo mais. Meio bolinho é mais do que suficiente para ter uma onda legal. E, a partir daí, prepare-se para ter a aventura mais louca da sua vida.



I AMSTERDAM


Após uma noite muito louca (que a frase abaixo que estava em uma plaquinha no hostel explica muito bem), no dia seguinte fomos visitar o famoso símbolo I AMSTERDAM.



Uma dica é ir visitar o I AMSTERDAM bem cedo, porque depois das 10h fica impossível tirar foto com o monumento. Principalmente se você quiser uma foto sozinha. Logo a frente, fica o Museu de Van Gogh. Aquele famoso pintor que arrancou a própria orelha. Próximo também ficam o Rijksmuseum, a Ópera e a Biblioteca pública.



ANNE FRANK


De lá, seguimos para o Museu da Anne Frank. Anne Frank é uma alemã de origem judaica que se mudou com a família para Amsterdam para se esconderem do nazismo. Durante o tempo em que ficou escondida, Anne escreveu um diário contando suas intimidades e o cotidiano. Ela morreu aos quinze anos, num campo de concentração. Sua morte foi em março de 1945, um mês antes de o campo ser libertado por tropas britânicas. Seu pai sobreviveu e publicou o seu diário em 1947.  Quem ainda não leu o livro, tem que ler. A história é fascinante.

RIO CONGELADO


Dizem que os passeios de barco pelos canais de Amsterdam são muito românticos. Eu queria ter feito se não fosse o fato dos canais estarem congelados.

No inverno, as pessoas patinam nos canais congelados. Ficamos um pouco com medo de entrar, mas tinha até mesa de bar em cima dos canais congelados, que tomamos coragem de entrar na farra e até fazer guerrinha de neve em cima do rio congelado.




Tenho que admitir que Amsterdam foi a melhor viagem no quesito diversão. Se é isso que você procura, não deixe de dar uma passadinha por lá. 

Às 19h era nosso horário de partida para Praga. Uma verdadeira aventura de trem. Mas essa história vai ficar para o próximo post. Até lá!

Abaixo, um video da gente no I amsterdam.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Cerveja e Chocolate - Bruxelas - Bélgica



Nossa Eurotrip teve início no dia 05 de fevereiro com destino a Bruxelas, na Bélgica. A capital da União Europeia. Chegamos pelo aeroporto de Charleroi. Quem for de Ryanair provavelmente descerá nesse aeroporto. Para se chegar até o centro da cidade é simples: basta pegar o shuttle bus que fica na entrada do aeroporto e ir até a estação principal de trem da cidade, a Brussels Midi. O trajeto dura uma hora e custa 13,00 euros. 

De lá, pegamos o metrô e seguimos para o nosso hostel. Ficamos no Brussels Hello Hostel, um hostel bem organizado e bonitinho. A localização é ótima também, fica próximo a Grand Place, um dos principais pontos turísticos de Bruxelas e centro da cidade. Eu recomendo. Pagamos 18,00 euros a diária e foi o mais barato que achamos. Apesar da cidade ter um milhão de habitantes e ser a capital da União Europeia, não há muitos hostels por lá. 

Como chegamos tarde, não tivemos tempo de fazer nenhum passeio turístico. Então, resolvemos conhecer a noite da cidade. Estava tudo deserto devido ao frio. A cidade estava cheia de neve. Procuramos por um pub indicado por uma amiga, o Delirium. No bar havia mais de 3000 tipos de cerveja, cervejas de todos os países. Uma mais deliciosa que a outra. Até cerveja de chocolate tinha. Mas eu não gostei muito não. É uma cerveja muito doce e enjoativa. Se for a Bruxelas, não deixe de conhecer esse bar. Sempre fica cheio, as pessoas são muito simpáticas e gostam de fazer amizade e a decoração é linda! Vale a pena conferir. 

Decoração top


Nossos pedidos


No dia seguinte, acordamos cedo e fomos para o Atomium. Para ir lá é necessário pegar um metrô porque fica bem afastado do centro da cidade. O monumento foi construído com um emaranhado de esferas gigantes de metal que representa a ampliação de 165 bilhões de vezes de uma estrutura atômica. Ele foi construído para a Feira Mundial de 1958 e os turistas podem subir nas esferas, de onde é possível avistar a cidade. As esferas são ligadas por escadas rolantes e em cada esfera há um museu. A entrada custa 9,00 euros (6,00 para estudantes). Eu não entrei pois me disseram que não valia a pena. Para chegar lá,basta pegar o metrô 1A e descer na última parada Heysel. Próximo ao Atomium fica a Mini-Europe, que reúne os principais pontos turísticos da Europa em miniatura. Lá, pode-se ver a Torre Eiffel, a Casa do Parlamento inglês, a Torre de Pisa, o Portão de Brandenburg entre outros. Infelizmente só ficaríamos até às 17h na cidade e optamos por conhecer outros pontos turísticos.


Atomium

Voltamos para o centro e fomos passear, sentindo o agradável cheiro de chocolate que a cidade exala. Para qualquer lugar que se olhe, se vê chocolate, waffle e mais chocolates. Os chocolates belgas são considerados, junto com os suíços, um dos mais gostosos do mundo. O país também é conhecido pela invenção do waffle que é uma delícia. Nas vitrines é possível ver waffle de vários sabores, com nutela, morango, chantilly, banana e os tradicionais, com apenas açúcar. Você não pode voltar para a casa sem provar essa deliciosa especiaria. 

No nosso passeio pela cidade passamos pelo Parlamento e pela Cathédrale des Sts-Michel-et-Gudule, o mais antigo prédio feito em estilo gótico da Bélgica. Linda. A faixada da catedral lembra a Notre Dame de Paris. Passamos também pela La Boutique de Tintin, um antigo desenho em quadrinhos que acaba de ter uma nova versão em filme. 

Cathédrale des Sts-Michel-et-Gudule


La Boutique de Tintin


Fomos até a Grand Place tirar fotos daqueles maravilhosos e encantadores prédios. A Grand Place é considerada a mais bela praça do mundo.



Grand Place


Seguimos para conhecer o  Manneken Pis Fountain e ter uma imensa decepção. Já tinham me falado que o minininho mijão era pequeno, mas eu não imaginava o quão pequeno ele era. O Manneken Pis é uma escultura feita em bronze que mostra um menino nú urinando. A história real da origem do garoto é incerta. Uma das versões conta que o filho de um duque foi encontrado a urinar contra uma árvore no meio de uma batalha e por isso foi feita a estátua como símbolo da coragem militar do país. A estátua passa a maior parte do ano vestida, uma tradição iniciada em 1698 e seu guarda roupa possui mais de 600 peças, que podem ser vistas na Casa Real e no Museu da Cidade.


Manneken Pis


Pouca gente sabe da existência de uma Maria mijona. Jeanneke-Pis  foi criada para ser símbolo de igualdade perante o Manequinho. A estátua consegue ser mais sem graça que o Manneken Pis e não vale a pena ir vê-la.


Jeanneke-Pis


Depois de visitar todos esses pontos turísticos, já estava na hora de partir. Fomos comprar muitos chocolates e voltamos para o hostel para buscar nossas coisas. Compre chocolate no supermercado. São vendidas as mesmas marcas por preços muito mais baratos que nas gift shops.

Beijos com sabor de chocolate e nos vemos em Amsterdam!