Chegamos em Barcelona no dia 9 de novembro, uma quarta-feira, às 10h. No aeroporto há o aerobus, que transporta as pessoas de lá para o centro da cidade. A passagem é 5,30, achei muito cara, mas não sei outra forma de chegar ao centro. Descemos na Praça da Catalunia e fomos direto para o hostel. Ficamos no hostel Graffiti, saiu por 10 euros a diária por pessoa. Um preço muito barato se tratando de Barcelona, onde tudo é caro. Mas eu não curti muito o lugar não. É só para dormir mesmo. A cama é super confortável, os lençois limpos, tem armário no quarto e o banheiro também é bem limpinho. A localização é boa, perto da Sagrada Família e do metrô. No entanto, a cozinha é caotica e eles não limpam o quarto durante sua estadia. Vale a pena para quem pretende economizar. Os brasileiros que estão em Porto e foram para lá ficaram no hostel Kabul. Parece que o lugar é melhor e também não é caro, por volta de 13 euros a diária com café da manhã incluído.
Praticamente tudo na cidade foi construído por Gaudí. Ele é idolatrado pelas pessoas de lá. Após a Sagrada Família, fomos conhecer a "La Pedrera" ou Casa de Milá, outra obra do artista.
Após passarmos pela La pedrera, fomos para a Casa de Battló. Nesse local encontram-se várias obras de Gaudi. Custa 18 euros a entrada, estudante paga 13. É um dos lugares que mais vale a pena entrar. É lindo!
Todo esse trajeto fizemos a pé. É tudo muito perto um do outro. A Casa de Battló fica numa das mais famosas ruas da cidade, a Passeig de Gracia. Nessa rua encontra-se as lojas com as marcas mais famosas do mundo. É como a Chanps-Elisée de Paris. Depois voltamos para o hostel de metrô. Sai mais em conta comprar o T10, um tiquet que vale para 10 viagens e custa 8,45. Pode ser usado por duas ou mais pessoas. Não saímos a noite porque estávamos todos muito cansados da viagem.
Segundo dia - (quinta-feira)
No segundo dia fomos a Praça da Catalunia. Ela se localiza descendo a Passeig de Gracia. Provavelmente será o primeiro lugar que você irá conhecer se pegar o aerobus. Seguimos para a La Rambla, uma das principais avenidas da cidade. Mas tome cuidado com assaltos por lá. Todas as pessoas que pedimos informações falaram que lá era perigoso e um francês que estava no hostel foi assaltado nessa rua.
Na La Rambla encontra-se o Mercado da Boqueria. É igual o Mercadão de São Paulo. Há vários tipos de alimentos por lá. De lá seguimos para a Praça Real, Praça de Sant Jaume e Catedral. Na Catedral a entrada é de graça e dá para subir de elevador até a torre. Não subimos porque chegamos tarde lá. O elevador só funciona até as 17h.
Terceiro dia - (sexta-feira)
Na sexta, acordamos cedo e fomos para o Parc Guell. Fomos de metrô porque o lugar é longe do centro. Tem que pegar a linha verde (L3) e descer na parada Lesseps. Lá se encontra a Casa de Gaudi, o local onde ele morou por 20 anos. A entrada no Parc é grátuita. Para entrar na casa de Gaudi custa 6 euros, mas não tem muita coisa interessante para ver lá dentro não.
Depois fomos para o Montjuic, também localizado na linha verde, mas fica no sentido oposto. Desce em Paral-el. A linha vermelha (L1) também passa nessa parada. Lá você pega o ônibus e sobe para o Castelo. Pode-se ir de bondinho também, custa 6 euros. O castelo é lindo, com vários canhões e uma vista deslumbrante. Dá para ver Barcelona inteira e o porto da cidade.
Descemos a pé o monte e passamos na Vila Olímpica, sede das Olimpíadas de 1992. Outro lugar encantador. Em seguida fomos para o lugar que eu mais gostei em Barcelona, as Fontes Mágicas. As fontes dão realmente um show. Como uma simples mistura de água e luz pode ser tão deslumbrante? As fontes parecem que realmente dançam. É um espetáculo de dança, na verdade. Às vezes, parece que nem é uma fonte, são fogos de artifícios. Mas o show só acontece sexta e sábado, de 19h às 21h. É, realmente, imperdível!
Voltamos ao hostel para um banho e fomos para uma apresentação de Flamenco. A dança exige uma postura, uma precisão. É impressionante como a dançarina não erra o compasso com tantos movimentos fortes. Vale a pena ir conferir. Eu fui numa casa de show que fica na Praça Real. Custa 6 euros a entrada. Tem outros lugares que há apresentações de Flamenco por 24 euros, com tapas (comida típica espanhola) e sangria liberados. Depois fomos passear pela Marina e beber.
Quarto e último dia - Sábado
No sábado, infelizmente, acordamos tarde. Como era o último dia para andarmos na cidade e cada um tinha suas prioridades, nos dividimos. Metade foi para o Camp Nou (estádio do Barcelona) e a outra metade foi passear pela cidade.
Eu fui com a metade que foi passear pela cidade. Fomos ao Museu do Picasso. Menores de 25 anos pagam 6 euros para entrar. Eu não entrei porque me falaram que há várias obras do Picasso em Madrid e a entrada lá é liberada. A Guernica está em Madrid e essa é a obra dele que eu mais quero ver. Em seguida, passamos pelo Museu do Xocolate e fomos para o Parc de la Ciutadella e para o Arco do Triunfo que fica ao lado. Um Arco do Triunfo é um monumento introduzido pela arquitetura romana utilizado como símbolo de vitória em uma determinada batalha. Cada Arco do Triunfo, portanto, remete-se a uma batalha e a um Imperador e possui a sua própria história. Ao contrário dos outros Arcos do Triunfo que possuem marcação militar, o de Barcelona simboliza o progresso artístico, científico e econômico. Já ouvi falar que o Arco do Triunfo de Barcelona é mais bonito que o Arco de Paris, apesar de ser menor (30m em Barcelona, 50m o de Paris). Semana que vem conto para vocês se é verdade ou não.
No dia que fomos ver o Arco do Triunfo, estava tendo uma festa "religiosa" de adoração ao demônio. É uma festa tradicional na cidade. Havia adultos e crianças vestidos de vermelho e enfeites simbolizando o inferno e o diabo. Havia bandas e palco. Parecia uma festa normal se não tivessemos descoberto o tema central da festa.
Seguimos nosso roteiro para a praia da Barceloneta. Estava muito tarde e não deu para ver o mar e a praia direito e nem para entrar, infelizmente. Mas só pela lua que estava nascendo no céu já valeu a caminhada até lá. A lua estava tão vermelha que mais parecia o sol, mas era a lua. E havia belíssimas esculturas feitas de areia. Vimos o Hommer Simpson de areia, a Sagrada Familia de areia, com direito a luzes de vela e tudo mais. Pessoas com grande dom e talento, com certeza.
Pegamos um ônibus e fomos ver a Torre Agbar. É um prédio com uma arquitetura diferente e todo iluminado. A melhor hora de ir ver a Torre é a noite.
Havia um parque montado próximo à Torre. Fomos lá ver e me deu uma saudade da minha infância. Ah!Tinha o Mickey Mouse, direto da Euro Disney e é claro que eu fui tirar uma foto com ele, realizei meu sonho de criança: conhecer o Mickey Mouse.
Retornamos para o hostel e encontramos com a outra parte da turma. Eles entraram no Camp Nou. Custa 16 euros a entrada e o tour pelo estádio. Eles disseram que o tour é muito bom. São duas horas passeando e conhecendo todo o estádio. Ficaram maravilhados com a sensação de estar no estádio do melhor time do mundo. Infelizmente não deu para eu conhecer o estádio, mas se acordar cedo dá para fazer os dois roteiros juntos. Um de manhã e o outro a tarde.
No dia seguinte nosso voo era cedo e voltamos para o Porto. Eu voltei com uma vontade enorme de ficar. É uma cidade que vai estar sempre nos meus planos. Parece ótima para morar. Faltou irmos no Toros Arena e no Montserrat. Vai ficar para a próxima. Também quero conhecer as baladas de lá que dizem serem as melhores.
Barcelona é um dos lugares da Europa que você tem que conhecer. Pode incluir na sua lista de desejos para o ano que vem. Ou talvez para esse ano, quem sabe ainda dá tempo.




