segunda-feira, 16 de abril de 2012

Hello, Brasil!


Santuário de Nossa Senhora Aparecida - SP





Olá a todos! Quanto tempo, hein!

Desculpem a minha ausência, mas aconteceram tantas coisas nesses últimos dois meses que não deu tempo de vir aqui atualizar vocês.

Bom, como fiquei muito tempo sem atualizar o blog, tenho milhões de novidades. Começando que fiz uma eurotrip de 20 dias passando pela Bélgica, Holanda, República Tcheca, Áustria, Hungria e Itália. Quero falar detalhadamente de todos os países e cidades que passei e dar dicas para quem pretende visitá-los também. Mas antes, quero falar do meu retorno ao Brasil.

É tão estranho voltar.

Ao pisar em solo brasileiro, me senti como se estivesse em um outro país. Um outro país Europeu que eu estava visitando. O fato de eu ter pousado em São Paulo e não conhecer muito a cidade fez com que essa sensação fosse maior ainda. Era engraçado que eu continuava usando Sorry! E o fato de ouvir as pessoas conversando em Português do Brasil também era estranho.

Encontrar minha família foi o êxtase de toda a viagem. Como é bom abraçar àqueles que você ama e não vê a muito tempo. Vê a cara de felicidade deles ao te ver novamente e ter a certeza que eles estão bem. Quem não tem ninguém doente ou algo do tipo. Receber no dia seguinte café na cama da mamãe e almoçar na vovó. E o meu sobrinho, gente, que coisa mais linda do mundo! Quando saí do Brasil ele cabia na minha mão. Havia nascido prematuro e era miudinho. E agora, poder pegar no colo esse bebê lindo, forte, saudável, esperto e alegre. Que delícia!

Outra sensação maravilhosa é encontrar os amigos e ver que nada mudou. Que eles não deixaram você de lado, que sentiram a sua falta e que a amizade permanece a mesma. Parecia que era ontem que eu tinha me despedido deles.

Recepção em Carvalhos

Quando a gente está fora, volta e meia circulam por nossa mente pensamentos como: “Será que meus amigos vão ser estranhos à mim?” “Eu estou perdendo acontecimentos legais da vida deles”. Mas não. Quando você volta continua tudo igual. Pelo menos no meu caso foi assim. Os que namoravam continuavam namorando, os solteiros continuavam solteiros, os enrolados continuavam enrolados. Continua tudo igual, menos você.

O intercâmbio faz você mudar muito. Amadurecer muito. Aprender muita coisa. E voltar para casa com tantas histórias que é impossível contá-las de uma só vez.

Outra parte boa de voltar é ser recebida por esse país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Eu amo o calor. É fato!

Vizinhos de Juiz de Fora

A gente volta meio perdido. Cheguei na faculdade me sentindo uma caloura. Não sabia onde ir, o que fazer, não conhecia ninguém. Até ir encontrando rostos conhecidos, recebendo abraços e carinhos dos amigos que te fazem sentir em casa de novo.

Um susto é no supermercado. É tudo muitoo caro!!!! A verdade é que voltamos beem pão duro e não querendo desperdiçar nada.

O trânsito caótico foi uma parte ruim. Toda vez que tenho que usar transporte público ou mesmo andar de carro sinto saudades do Porto. Sem muvuca, sem tumulto, sem engarrafamentos. Que saudades do métro.

A verdade é que a vida demora a voltar ao normal. Até pegar o pique de estudar de novo, até conseguir um estágio, até conseguir sair e rever todos os amigos demora. Depois de um mês você pode dizer que conseguiu voltar à rotina. E já pode começar a preparar o seu retorno para a Europa… rsrs…

Encontro com a galera de Porto na formatura da Celly

Bom, eu sei que estou muito feliz de ter tido a oportunidade de fazer esse intercâmbio. Obrigada, pai! Obrigada, mãe! Sem vocês, eu nunca conseguiria. Foi muito bom poder abrir a mente e o campo de visão. Mas estar de volta…..ah… estar de volta é igualmente incrível!

Nos próximos posts vocês vão viajar comigo pela Europa, enquanto eu relembro grandes momentos. Fiquem de olho!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A missão: Uma vida, uma paixão

Vocês lembram do documentário que falei em um post anterior que eu estava fazendo para a matéria de Argumentos e Estruturas Narrativas? Pois, ele ficou pronto. Postei ele aí embaixo para vocês verem e para a mamãe ter certeza que estou estudando por aqui. hehehe. É sobre a vida de um jovem de 19 anos, o Francisco, que escolheu o seminário para a sua vida. Confira:

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Roma - O dia em que visitei o papa


Após conhecer a deslumbrante Paris, fomos visitar o papa. Sobrevoando a cidade já deu para identificar o Coliseu e o Vaticano, o que nos deixou mais ansiosos ainda. Descemos no aeroporto Ciampino. De lá pegamos o bus para o centro da cidade, custa 3,oo eurinhos só. Um alívio para quem pagou 15,00 em Paris. Procuramos nosso hotel que, para nossa surpresa, era lindo! Digno de uma pessoa que estava super cansada após cinco dias andando muito e dormindo pouco.

Após deixar as malas, era horário de almoço e seguimos a procura do que comer. Foi só virar a esquina para nos depararmos com um ótimo lugar (que depois descobrimos ser comum em Roma) que vendia fatias de pizza por quilo e era muito barato. Tudo o que estávamos procurando.




Seguindo roteiro pela cidade, demos de cara com uma fonte. Realmente Roma é a cidade das fontes. E eu estava doida para encontrar a Fontana di Amore do filme Sabrina vai a Roma e fazer o meu pedindo, esperando que a sorte batesse a minha porta e incluísse um cara lindo numa vespa também.

Andando mais um pouco, chegamos a Piazza di Spagna onde há outra fonte. Como somos tradicionais, ficamos sentados na escada admirando a beleza de Roma e a movimentação das pessoas. Depois seguimos caminhando pela rua principal que estava linda enfeitada com luzes que formavam a bandeira da Itália. Saímos na Piazza del Popolo, onde há outra fonte com um leão que as pessoas gostam de tirar foto sentadas em cima dele.


Piazza di Spagna


Piazza del Popolo

E terminamos nosso primeiro dia de turismo na principal fonte de roma, a Fontana di Trevi, aquela que todo mundo faz um pedido. E nada da Fontana di Amore.


Fontana di Trevi

Segundo dia em Roma


Nossa programação do segundo dia era conhecer o Vaticano. Fomos de metrô que é super barato. Apenas 1,oo euro o tiquet. É muito fácil andar de metrô em Roma porque só há duas linhas. E nem há muita necessidade porque tudo é perto.

Descemos na praça do Vaticano que eu fiquei um pouco decepcionada. Eu a imaginava beeeeeem maior. E achei um pouco diferente do que costumamos ver pela tv. Deve ser porque normalmente vemos imagens aéreas, não sei. Mas, apesar do tamanho, ela não deixa de ser bonita e conter muita história. Entramos na Basílica de San Pietro que essa sim é realmente gigante e linda. Foi emocionante. Até confessar eu me confessei, olha que bonito.



Praça do Vaticano

Basílica de San Pietro

Saímos da Basílica e fomos procurar um lugar para almoçar. Entramos em um lugar todo bonitinho e pedimos lasanha e carbonara. Surpresa foi quando chegou o prato com muito pouca comida. Poxa, me falaram que os italianos comiam muito. Esperavamos que fosse um mega prato. Acho que demos azar na nossa escolha.






Seguimos para o segundo maior Museu do mundo: o Museu do Vaticano. Foi 8,00 euros a entrada. O Museu é realmente grande e muito legal. Tem que ter cuidado para não se perder lá dentro. A parte mais chamativa é realmente a Capela Sistina. É deslumbrante. Dá vontade de ficar sentada ali para sempre admirando aquele teto incrível. Parece que as imagens estão saindo do teto, elas estão realmente vivas. É impressionante pensar em como Miquelangelo pintou no séc XVI formas tão perfeitas.

É proibido tirar foto, mas a gente sempre dá um jeito:


Capela Sistina

Outro monumento que chama a atenção é uma esfera que representa o mundo e há outra esfera a destruindo, representando o homem. É muito legal.





Saímos do Vaticano, fomos tomar o famoso gelato (sorvete) italiano. Eu não pude tomar porque estava muito gripada, mas provei o das meninas e realmente é o melhor sorvete do mundo. É muito bom. Na minha próxima viagem a Itália, será a primeira coisa que farei.

Seguimos a pé para o Pantheon. No caminho paramos numa lojinha de souvernir onde eu descobri que não existe a Fontana di Amore. Foi minha segunda decepção em Roma. Como assim não existe a Fontana di Amore? A Sabrina me enganou! O que ela chamou de Fontana di Amore é na verdade a Fontana di Trevi! Que raiva!


Pantheon


Chegamos ao Pantheon e estava fechado. Fecha às 17h. Ficou para a programação do dia seguinte.

Terceiro dia em Roma


No nosso último dia de Roma, pegamos o metrô e fomos para o Coliseu. A entrada é 12,oo euros e dá direito a entrar no Palatino e no Fórum também. O Coliseu era exatamente como eu imagina, sem tirar nem por. Aliás, poderia haver uns leoezinhos para tornar mais realista né...rsrs... Foi muito legal. Eu ficava imaginando o tempo todo quanta história havia passado por ali. Eu sei que voltei com uma lista enorme de filmes sobre o Coliseu e gladiadores para ver. Ah... tenha cuidado ao tirar foto com gladiadores do lado de fora do Coliseu. Chegou um perto da gente, todo feliz, sorrindo e abraçando para tirar foto. Tiramos algumas fotos com ele e ele nos cobrou 5 euros pela foto. Olha que absurdo!





Tiramos umas fotos no Arco do Triunfo de Roma que fica ao lado do Coliseu e fomos almoçar. Senti-me em um filme. Comendo pizza admirando o Coliseu, é muito fino mesmo (risos). Dessa vez o preço valeu pela comida viu. A pizza era muito boa e grande.


Arco do Triunfo


Fomos para o Palatino. O monte Palatino é uma das sete colinas romanas que fica entre o Fórum Romano e o Circo Máximo. É um museu a céu aberto com as ruínas mais antigas de Roma. Passamos também pelas ruínas do Fórum Romano e seguimos para ver a Fontana di Trevi de dia.


Palatino

Fórum Romano

Demos mole porque não sabíamos da existência do Circo Máximo ali do lado e não fomos lá. Parece ser muito legal. Foi uma arena antiga e local de entretenimento de Roma. Lá há a Boca della Verità que é um leão que você coloca a mão na boca dele, se falar alguma mentira ele morde a mão. Excelente para pegar as pessoas na mentira...rsrs... 

Depois de tirar fotos na Fontana de Trevi de dia, fomos para o Pantheon conhecê-lo por dentro. É o único edifício construído na época greco-romana que se encontra em perfeito estado de conservação. Foi fruto do desejo do Imperador Adriano de fundar um templo dedicado a todos os deuses. Hoje é uma Igreja onde se encontra enterrados diversas personalidades ilustres como Rafaello e Annibale Caracci.

Para encerrar a viagem fomos na loja da Ferrari conhecer. Tinha um carro lindo de corrida da Ferrari lá. Mas o lugar é realmente só para conhecer porque tudo lá dentro é absurdamente caro. Um chaveiro custa 55,00 euros. Exorbitante!


Eu comprei em Roma 5 terços para dar de presente por 5,00 euros, excelente preço. E um pacote com 20 postais por 1,00 euros. O mais barato que eu já vi na Europa.

No dia seguinte voltamos para Porto.

Foi bem interessante conhecer Paris e seguir para Roma porque as diferenças entre as cidades são muitas. Uma é o oposto da outra. Paris é balada, agitação, movimento, adrenalina, glamour, modernidade, , gastos, tudo é caro, tudo é padronizado, parece que a cidade foi milimetricamente planejada, é a prima rica. Já Roma é tranquilidade, paz, história, observação, coisas baratas, as pessoas andam nas ruas entre carros e ônibus, tem o ritmo de cidade pequena. Roma é uma cidade para se criar os filhos. Paris é uma cidade para se divertir. Amei as duas, impossível ter uma preferência, porque em cada momento da minha vida eu gostaria de estar em um ou outro lugar.

Trilha Sonora:


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Paris, Voilá! - Parte 2

Hôtel des Invalides



No dia seguinte ao Moulin Rouge, acordamos cedo e fomos conhecer o Hôtel des Invalides. O local, de acordo com a Wikipédia, "é um enorme monumento parisiense, cuja construção foi ordenada por Luís XIV, em 1670, para dar abrigo aos inválidos dos seus exércitos. Hoje em dia, continua acolhendo os inválidos, mas é também uma necrópole militar e sede de vários museus". 
Normalmente, as pessoas só passam pelo Invalides para visitar o túmulo de Napoleão Bonaparte na Catedral do lugar. Mas o Museu dos Invalides é enorme e muito legal. Há uma cronologia de várias guerras, incluindo as duas Grandes Guerras. Também tem materiais bélicos e conta a história da política Francesa de Luís XIV até Napoleão. Vale a pena conferir.


Museu Invalides



Túmulo de Napoleão Bonaparte

Após os Invalides, seguimos a pé sentido o Arco do Triunfo. Passamos pela Ponte Alexandre III que é linda. Ela faz parte do conjunto arquitetônico formado pelo Grand Palais e Petit Palais. No trajeto, também caminhamos pela Champs-elisées. A Avenida mais famosa de Paris e a mais cara também. Lá que se encontra as lojas com as marcas mais caras do mundo.


Ponte Alexandre III


O Arco do Triunfo encontra-se no final da avenida. Ao contrário do que ouvi falar, o Arco do Triunfo de Paris é bem mais impressionante que o de Barcelona. Sua construção foi ordenada por Napoleão em comemoração as vitórias militares. É possível subir no Arco, cujo dizem ter uma vista belíssima. Mas eu não subi. Embaixo do Arco, encontra-se o Túmulo do soldado desconhecido. O monumento foi erguido em homenagem aos soldados que morreram em tempo de guerra sem que seus corpos tenham sido identificado.




Avenue des Champs-Elysees

Arco do Triunfo

Depois, seguimos a pé para a Torre Eiffel. Passamos pelo lugar onde dizem que a Lady Diana morreu. E, enfim, conhecemos a famosa Torre Eiffel. Ela é gigante. É impressionante! É tão surreal. Eu não conseguia acreditar que eu realmente estava em Paris diante da Torre Eiffel. Parecia que era qualquer cidade que tinha copiado aquela torre. Não tem como descrever a mistura de sentimentos que é estar diante dela.

A Torre Eiffel foi fruto de uma competição arquitetônica ocorrida em Paris para o centenário da Revolução Francesa e a intenção é que ela fosse temporária. Dá para acreditar que queriam desmanchar essa torre? Bizarro olhar aquela estrutura gigantesca e imaginar alguém a desmanchando.

Torre Eiffel

Bom, enfrentamos uma meia hora de fila para comprar os ingressos para subir até o último andar. Custa 11 euros para menores de 26 anos, e 13 euros para quem tem mais de 26 anos. Há vários preços. Tudo depende da altura que você deseja subir. E se quer ir de escada ou de elevador. De escada só dá para ir até o segundo andar. Mas, já que você chegou até Paris, é digno subir até o último andar, né?!

Esperando na fila para subir a Torre
Subimos bem no horário em que cai a noite. Então, deu pra ver Paris do alto de dia e com as luzes noturnas. Paris é uma cidade super padronizada. Parece que tudo foi construído milimetricamente planejado. É legal que a gente vai olhando e identificando os lugares pelos quais passamos.

O Arco do Triunfo visto da Torre Eiffel

Depois de passar pelo segundo andar, paramos no primeiro para patinar no gelo. É sério! No dia em que subi tinha uma pista de patinação no gelo, e o melhor, era de graça! De graça não...na verdade estava incluído no preço pago para subir. E foi muito legal. Eu nunca tinha patinado no gelo. No começo, dá um medinho. Mas depois que você cai o primeiro tombo e vê que não machuca, você perde o medo e se diverte! Quem já andou muito de roller não terá dificuldades.

Patinando na Torre Eiffel


No dia seguinte, pegamos o trem para Versalhes. Como turistas que éramos, acabamos pegando o trem errado e gastamos 1h30 para chegar até Versalhes, mas quando se pega o trem certo demora uns 40 min. O Palácio de Versalhes é o maior palácio do mundo. É impossível conhecê-lo inteiro. Para se ter uma noção ele tem 700 hectares de jardim e 700 quartos. Ao chegar, andamos um pouco pelo jardim principal e logo entramos. Estudante residente na Europa e menor de 26 anos não paga entrada, ao demais são 15 euros de entrada. O palácio é muito luxuoso. Os lustres, as camas, os quadros, os castiças, tudo encoberto a ouro, é muita ostentação. 
Frente do Palácio de Versalhes


Os dois locais mais famosos do palácio é o apartamento de Maria Antonieta, onde havia uma passagem secreta que ligava o seu quarto ao do Rei por onde ela conseguiu fugir quando Parisenses invadiram o Palácio. E a sala dos espelhos, a qual era utilizada para celebrações como casamentos, aniversários e batizados.


Apartamento Maria Antonieta



Sala dos Espelhos

Às 17h, o Palácio encerra as visitações e não deu para conhecer mais nada. Quem quiser conhecer melhor o Palácio de Versalhes e a história de Maria Antonieta, tem um filme sobre a vida dela.

Trailer - Maria Antonieta





E aqui termina meus dias em Paris... Ah.... Mas eu voltarei lá com certeza!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Paris, Voilá! - Parte 1

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Catedral de Notre Dame


Após várias tentativas de chegar à Paris, com direito a voos errados e cancelados, enfim, conseguimos conhecer a tão sonhada cidade luz. E valeu a pena! Paris, definitivamente, é a cidade mais linda do mundo. É incrível! Andando pela cidade rumo aos pontos turísticos mais famosos, você se depara com tantas, mas tantas coisas lindas que em qualquer outro lugar seria ponto turístico.

Como Paris tem muita coisa para ver e para fazer, resolvi dividir esse post em dois para não ficar cansativo. E se prepare para andar muito se for para lá. Porque Paris é muito grande e tudo é muito longe. E o metrô é muito caro. Eu e meus amigos ficamos três dias e meio na cidade e não deu para conhecer tudo o que a gente queria conhecer. Recomendo, pelo menos, cinco dias para poder ver tudo com calma.

Antes de ir para lá, ouvi muitos comentários retratando os franceses como grossos e mal educados. É mito! Eles são simpáticos e prestativos. Realmente eles não curtem muito falar em inglês, os mais velhos se sentem um pouco ofendidos se você já chegar conversando em inglês. Mas nada que um Bonjour, Si vous plaît e Merci não resolva. Os mais novos não se importam em dar informações em outra língua.

Bem, entramos na França pelo aeroporto de Beauvais que é um pouco longe, mas é o mais próximo de Paris que a Ryanair pousa. Lá há um ônibus que transporta as pessoas até o centro de Paris. Custa 15 euros. Só por aí você já vê o quanto ir à Paris é caro. Pode se preparar para desembolsar uma graninha por lá viu. Principalmente para comer.

Chegando em Paris, fomos para a região da Île de Cité. Nossa primeira parada foi a Catedral de Notre Dame. Ela é igualzinha a que a gente vê nos desenhos do Corcunda de Notre Dame. Dentro da Catedral fica tocando uma música linda. Foi arrepiante. Não paga-se para entrar na Catedral, somente para subir a torre que custa 5 euros. Eu queria ter subido pela vista e para ficar perto das gárgulas...rsrs... Coisa de criança né. Mas como ninguém animou, seguimos andando pela cidade.



Atravessamos a ponte dos cadeados. A ponte simboliza a antiga ideia do amor e dos amantes: ao trancar o cadeado e lançar a chave ao Rio Sena, os amantes tornavam-se eternamente ligados. Muito romântico né. Eu ainda vou voltar para colocar o meu cadeado la.


Após andar um pouco, a fome bateu e fomos fazer um lanche rápido. Depois, seguimos para a Praça da Bastille.Aquela mesma da Revolução Francesa. Hoje não há nenhum destroço da antiga fortaleza. No lugar, foi construída um monumento representando o episódio da Queda da Bastilha.

Próximo a Bastille, fica o Pantheon. Mas, como já estava tarde e estávamos muito cansados da viagem e de andar, resolvemos voltar para a casa.

No dia seguinte, acordamos cedo para irmos ao Louvre. Estudante residente na europa e menores de 26 anos não pagam entrada. O Museu por si só já é lindo. Até eu que não entendo nada de arquitetura, achei lá magnifico. O Museu é gigante, impossível ver tudo. O melhor é ir direto nas suas prioridades. Outro conselho é pegar um áudio guia. Vale muito a pena. É tanta história contida em cada quadro, cada escultura que tem que aproveitar o passeio para aprender e conhecer. O local mais lotado, sem sombras de dúvidas, é em frente a Monalisa. O quadro fica cercado a uma boa distância das pessoas e com grossas camadas de vidro de proteção.

Estar no Louvre me despertou tanta inquietação. Porque eu não queria apenas conhecer todas aquelas histórias e ver de perto. Eu queria viver no momento em que a história foi feita. Ouvir cada palavra dita, ver cada ação e reação das pessoas. Ah.. se a gente pudesse voltar ao passado como observador onisciente e onipresente!



Depois de uma manhã toda no Louvre e um pedaço da tarde, fomos conhecer a Universidade de Sorbonne (uma das mais antigas da Europa) e os Jardins de Luxemburgo. Infelizmente, os jardins estavam fechados (fecha às 17h) e não pudemos entrar. Seguimos andando pela cidade e nos deparamos com a Igreja de São Sulpício. A Igreja me pareceu um tanto sombria. A forma como ela foi mostrada no filme O Código da Vinci deve ter influenciado para que eu tenha tido tal impressão.

Igreja de São Sulpício

De lá, pegamos um metrô e subimos para o Montmatre e conhecemos a Basílica Sacré-Cour. A Basília é linda e gigantesca. É realmente uma construção imponente e a vista de lá é incrível. Fomos à noite e vimos a cidade toda iluminada. Dizem que o pôr do sol lá é maravilhoso. De lá, descemos para a rua onde fica o Moulin Rouge. E, diga-se de passagem, é a rua para quem tá afim de curtir uma noitada. É quase uma Red Light District de Amsterdam. Assim que o frio apertou, fomos para casa.

Basílica de Sacré Cour


Trilha Sonora:


sábado, 7 de janeiro de 2012

Reveillon no Porto


E 2012 chegou! Que coisa boa virar o ano. Foi a melhor coisa inventada pela humanidade. Porque, toda vez que nasce um novo ano, renasce a esperança em cada um de nós. As pessoas se enchem de entusiasmo para fazer muitas coisas das quais elas haviam adiado para amanhã. Ano Novo é ano de recomeço. De expectativa. O que será que 2012 guarda para cada um de nós? Ninguém sabe. Mas sempre esperamos que venha com muitas surpresas e realizações. E alimentando a esperança, alimentamos a vontade de correr atrás dos nossos sonhos. Recomeçar. É isso. Recomeçar, às vezes, assusta um pouco. Gera ansiedade. Medo. Mas gera também movimento. E movimento gera movimento num continuo realizar de coisas.

Ano Novo é época de mudar. Fazer faxinas. Tanto no quarto, na casa como nos medos e nos sentimentos. Jogar fora o que não lhe fazia bem e deixar espaço para que coisas boas cheguem. Ficar aí parado, esperando as coisas acontecerem não vai adiantar nada. Tem que aproveitar essa renovação para renovar as energias e o espírito. Bora sair dessa inércia que a rotina acaba nos impondo.

A minha virada eu passei aqui no Porto. Só isso, para mim, já é motivo de comemoração. E foi mais legal ainda porque passei ao lado de amigos queridos. Tudo bem que não era ao lado nem da minha família e nem dos amigos de infância. Mas passar a virada de um ano ao lado de novos amigos é quase um simbolismo. É quase a afirmação de que o ano que vai vir vai ser realmente novo e único. É sinal de movimento, de que estou me abrindo para o mundo, de que não me contento só com os maravilhosos amigos que tenho e quero mais. Mais amigos. Mais viagens. Mais sonhos. Mais conquistas. Acho que comecei o ano com o pé direito.

Estou muito inspirada hoje. Recapitulando, eu passei meu ano novo em Porto. Eu e meus novos amigos fizemos uma ceia linda. E fomos ver os fogos na praça dos Aliados que estava LOTADA! A queima de fogos foi linda. O reveillon no Porto ultrapassou as minhas expectativas.

No final, todos bêbados e felizes gastando o inglês, o francês, o espanhol e, quem diria, até o polonês! (risos.)

Em toda a minha reflexão de bêbada, eu cheguei a seguinte conclusão: Se eu estou tão feliz aonde estou, se estou tão feliz sendo eu, talvez as minhas escolhas no passado não tenham sido tão erradas assim. Pois, se não fossem elas, eu não estaria onde estou, feliz como estou.

2012... se você for metade do que foi 2011, vai continuar fazendo com que eu seja a pessoa mais feliz do mundo!

2011... Obrigada por todos os sonhos realizados, todas as amizades fortalecidas, todos os amores e desamores, todos os estágios, todos os sucessos... Enfim, obrigada por todo conhecimento e felicidade que me trouxe. Será uma das minhas melhores recordações!

Agora, você que está lendo esse texto, o que você tá fazendo aí, na frente desse computador? Vá viver a vida real! Vai correr atrás! Levanta e vai ser feliz!

Olha a nossa alegria na virada!


Que o ano novo venha recheado de realizações, alegrias e mais sonhos para todos nós.

FELIZ 2012!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Dia a dia no Porto

Hoje falarei do meu dia a dia aqui no Porto. Como é a vida de uma intercambista que vem para cá estudar e farrear... rsrs... (Tomara que minha mãe não leia isso!)

Vamos começar pela segunda-feira - o pior dia da minha semana. Eu acordo às 7h30 e vou para a faculdade. Minha primeira aula é de Assessoria de Imprensa. Nesta disciplina, aprendemos sobre as ferramentas e processos da assessoria de imprensa. Além disso, o professor sempre leva nomes importantes da área para falar sobre os trabalho deles, como a assessora de imprensa da Casa da Música, um importante centro cultural da cidade. 

A aula acaba 12h. Exatamente na hora que começa minha próxima matéria - Jornalismo Comparado. Às 13h o professor faz uma pausa para o almoço e às 14h voltamos para a aula até às 17h. Essa disciplina é muito legal. Muito mesmo. Consiste na comparação das formas de abordagem de vários veículos em determinadas guerras. E nas formas como os governos tentavam manipular a imprensa. Mas, para quem pretende fazer essa disciplina, precisa estar muito afim de estudar. Porque o professor é super exigente e odeia atrasos. Ele é o único professor nessa área na Europa. Então, ele acaba sendo muito requisitado, o que incha o ego dele. Além das provas, temos que entregar uma dissertação de 40 páginas comparando jornais na cobertura de determinada guerra. O que dá muito trabalho. Eu fiquei com A Folha de S. Paulo, O Globo, El País e La Vanguardia na cobertura das manifestações na Tunísia. Enfim terminei essa dissertação, tenho alguns ajustes a fazer, mas o pior já passou. Vai ser bom porque já terei um artigo para publicar ao voltar para o Brasil.

Faculdade de Letras da U. Porto

Ao término da aula de Jornalismo Comparado, vou correndo pegar um autocarro para ir à faculdade de Letras, onde estou dando continuidade ao Francês. A professora é uma gracinha. Mas é um pouco complicado a comunicação porque ela não fala uma palavra em Português, o que me deixa muito desesperada, às vezes.

Às 19h30 a aula acaba e volto para casa. Normalmente, chego muito cansada e vou dormir. Mas quando sobra energia vamos para a Ribeira. A Ribeira é um lugar famoso aqui no Porto. É às margens do Rio Douro que separa Porto de Vila Nova de Gaia. Nas segundas-feiras, um balde gigante de bebida alcólica (1l) custa 2,50. E pode ser a bebida que você quiser: wisky, vodka, cerveja, etc. É o dia de ficar bêbado!

Ribeira

Na terça eu só tenho aula às 14h. Então, costumo acordar tarde, almoçar e ir para a faculdade. Terça é dia de Argumentos e Estruturas Narrativas. Essa cadeira é muito massa. Aprendemos a elaborar roteiros, argumentar, estruturar vídeos etc. E o professor é muito simpático. Nosso trabalho final é realizar um documentário. O meu foi gravado semana passada. Minha equipe vai fazer um documentário sobre a vida de um seminarista de apenas 19 anos. Foi muito interessante as gravações. O produto final será muito legal. Aguardem que assim que o documentário estiver finalizado, eu posto aqui para vocês.

A aula acaba às 18h e vou para a casa. Às terças não costumamos sair. Normalmente, reunimos amigos em casa, cozinhamos algo (pão de queijo, lasanha, macarrão etc) e tomamos uma cervejinha ou um vinho só para confraternizar.


Quarta tenho que levantar às 7h30 para a aula de Assessoria de Imprensa novamente. Chego 12h e é meu dia de fazer o almoço. Estabelecemos na nossa república que cada pessoa iria cozinhar um dia da semana. Faço o almoço, lavo a louça e fico com o resto do dia livre. É um dia em que costumamos ir em algum shopping... há vários no Porto.... Falarei deles no próximo post. Ou então, vamos fazer um tour pela cidade. Bancar os turistas por aqui. A noite é dia de More. Uma danceteria famosa. Os intercambistas adoram ir lá.

Badalando na More Club

Quinta-feira é meu dia de arrumar a casa (arrumamos a casa duas vezes na semana). Então, acordo tarde, arrumo as coisas e 17h30 tenho aula de Francês novamente. Nas noites de quinta-feira costuma ter as festas que a ESN (organização estudantil que falei em posts anteriores... relembre) organiza para os Erasmus. Eles sempre fazem festas temáticas muito divertidas. Já teve festa dos Anos 80, de Halloween, Micareta, Festa do Branco, Do Neon... É uma ótima oportunidade para conhecer pessoas de diferentes países, fazer amizade, dançar, beber e paquerar. A parte de paquerar é um pouco complicada, porque os europeus costumam ser devagar, mas, de vez em quando, rola alguns flertes.

Festa Anos 80

Sexta-feira é dia da ressaca. Ou eu durmo o dia todo, ou saímos para algum shopping, ou conhecer a cidade. E a noite, reunião aqui em casa ou na casa de algum amigo. No máximo, vamos ao Piolho, a Adega ou Armazém do Chá. São bares famosos aqui onde a galera se encontra para concentrar antes das festas.

Festinha casa do Kaká


Piolho

Sábado e Domingo são uma boa data para ir conhecer cidades vizinhas como Braga, Aveiro, Guimarães, Barcelos.. ah... são muitas. Você vai e volta no mesmo dia. Já falei dessas viagens em um post anterior. Também se pode conhecer o Porto, ir à praia, ao Pálacio de Cristal. O que não falta é opção. Amanhã, por exemplo, vou conhecer Guimarães. Depois falo da cidade aqui.

Palácio de Cristal


Para a noite, tem várias danceterias no sábado. Tem Pitch, More, Vila Club, Havana Club e muitas outras. Mas essas são as principais. Ah... para quem gosta de forró, sempre rola um showzinho no Contagiarte que fica muito fixe, como dizem os portugueses.... hehe....

Forrozinho


Essa seria uma semana típica dos universitários do Porto. É ou não é uma vida boa?